TEMPORAL COLOCA O RIO GRANDE DO SUL EM ALERTA: DEZENAS DE CIDADES ATINGIDAS, MORTES E DESAPARECIDOS


Um forte temporal voltou a provocar destruição no Rio Grande do Sul e colocou autoridades municipais e estaduais em estado de atenção nesta terça-feira (22). O episódio atingiu 119 municípios, provocando destelhamentos, quedas de árvores e postes, interrupções de serviços e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões do Estado. A Defesa Civil contabiliza vítimas e pessoas desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham na localização de moradores e na recuperação das áreas atingidas.
Na Região Metropolitana de Porto Alegre, Nova Santa Rita está entre os municípios que registraram impactos expressivos. Segundo o balanço municipal divulgado nesta terça, aproximadamente 500 casas foram destelhadas e quatro sofreram destruição total. Pelo menos 40 árvores de grande porte caíram, bloqueando ruas e avenidas. Três escolas municipais tiveram as atividades suspensas.
A força dos ventos também provocou situações de risco para estruturas de grande porte. Em Nova Santa Rita, caminhões que estavam estacionados em um centro de distribuição chegaram a ser derrubados pela ventania, evidenciando a intensidade do fenômeno.
Em Pelotas, o temporal provocou destelhamentos, queda de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia e água. Em Rio Grande, foram registradas rajadas de até 113,7 km/h, com danos em diferentes regiões da cidade. O município instalou um gabinete de crise para coordenar as ações de resposta.
O cenário exige atenção também para os rios. A Defesa Civil estadual emitiu alerta vermelho para risco muito alto de inundação do Rio Taquari, a partir de Santa Tereza, com validade até a noite desta terça-feira. O órgão orienta moradores a acompanhar os comunicados oficiais e seguir os planos de contingência municipais.
Além dos prejuízos materiais, o temporal deixa um alerta sobre a vulnerabilidade das cidades diante de eventos meteorológicos extremos. A combinação de ventos fortes, chuva intensa, queda de árvores e elevação dos níveis dos rios pode ampliar rapidamente os riscos para moradores, principalmente em áreas próximas a cursos d'água, encostas e regiões sujeitas a alagamentos.
As autoridades recomendam que a população não permaneça em locais de risco durante tempestades, evite áreas alagadas e mantenha distância de fios elétricos caídos. Em situações de emergência, a orientação oficial é acionar os serviços de segurança e emergência.
O Rio Grande do Sul, que ainda enfrenta consequências de eventos climáticos severos registrados nos últimos anos, volta a enfrentar uma situação que exige mobilização conjunta entre municípios, Estado, equipes de resgate e comunidades.
O cenário permanece em evolução e novos balanços poderão alterar o número de municípios afetados, vítimas, desaparecidos e prejuízos registrados.











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