Invasão silenciosa sob seus pés: o bicho geográfico se esconde na areia, provoca feridas assustadoras e exige atenção imediata — saiba identificar os sintomas e como tratar
- Dr. Cláudio Cezar Freitas

- há 3 dias
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O perigo rasteja sob seus pés e deixa marcas assustadoras na pele. Uma infecção silenciosa, provocada por parasitas invisíveis a olho nu, tem causado coceira intensa, feridas serpenteantes e muito desconforto em quem frequenta praias, parques e áreas de lazer durante o verão. Trata-se da Larva Migrans Cutânea, popularmente conhecida como bicho geográfico — uma ameaça que ganha força justamente na estação mais quente do ano.
Com a elevação das temperaturas e o aumento do contato direto com areia e terra, cresce também o número de casos dessa infecção cutânea que pode atingir adultos, crianças e até bebês. O alerta é claro: aquilo que parece apenas um dia comum de lazer pode se transformar em dias — ou semanas — de sofrimento intenso.
O inimigo tem origem onde menos se imagina. O bicho geográfico é causado por larvas de parasitas que vivem no intestino de cães e gatos. Quando esses animais infectados defecam em praias, parques, terrenos baldios ou caixas de areia, os ovos dos parasitas ficam no solo. Em condições ideais de calor e umidade, esses ovos eclodem e liberam larvas microscópicas, prontas para invadir a pele humana.
Ao contrário do que ocorre nos animais, o parasita não consegue completar seu ciclo no corpo humano. Sem acesso à corrente sanguínea, a larva passa a vagar sob a superfície da pele, abrindo caminhos tortuosos e avermelhados, como se desenhasse um mapa vivo no corpo da vítima. É daí que surge o nome popular que assusta e chama atenção.
Os sintomas vão muito além da estética e podem comprometer seriamente o bem-estar. Tudo começa, geralmente, com um pequeno ponto vermelho elevado no local onde a larva penetrou — pés, mãos, pernas, nádegas e costas estão entre as áreas mais atingidas. Em pouco tempo, a situação evolui e os sinais se intensificam:
Coceira intensa e persistente, muitas vezes insuportável, que costuma piorar à noite e prejudicar o sono.
Lesões em forma de linhas sinuosas e avermelhadas, que avançam diariamente sob a pele, chegando a crescer de 1 a 2 centímetros por dia.
Inchaço e vermelhidão no trajeto percorrido pela larva, com sensação de queimação.
Formação de bolhas e feridas, especialmente em pessoas mais sensíveis ou que coçam excessivamente a região afetada.
Em casos mais graves, a coceira intensa pode levar a ferimentos abertos, aumentando o risco de infecções bacterianas secundárias, que complicam ainda mais o quadro.
Apesar do aspecto alarmante, há uma boa notícia: o bicho geográfico tem cura. No entanto, ignorar os sintomas ou tentar soluções caseiras pode agravar o problema. Embora, em alguns casos, a infecção possa desaparecer sozinha, a espera não é recomendada devido ao sofrimento causado e ao risco de complicações.
O tratamento deve ser orientado por um profissional de saúde e pode incluir:
Pomadas e cremes antiparasitários, especialmente à base de tiabendazol, aplicados diretamente sobre as lesões para eliminar a larva.
Medicamentos orais, como ivermectina ou albendazol, indicados principalmente quando há múltiplas lesões ou quando o tratamento tópico não apresenta resultado satisfatório.
Compressas frias ou gelo, que ajudam a aliviar a coceira intensa e reduzem a inflamação local.
Especialistas fazem um alerta importante: jamais tente furar a pele, cortar a lesão ou “retirar” a larva com agulhas ou objetos improvisados. Essa prática, além de ineficaz, pode causar infecções graves, cicatrizes permanentes e sérios danos à saúde.
A prevenção continua sendo a principal arma contra esse inimigo invisível. Medidas simples podem evitar muita dor de cabeça — e de pele:
Evite andar descalço em praias, parques, praças e gramados públicos, especialmente em locais frequentados por animais.
Use toalhas grossas, esteiras ou cadeiras ao sentar na areia, criando uma barreira entre o corpo e o solo.
Mantenha a vermifugação de cães e gatos rigorosamente em dia e recolha sempre as fezes dos animais.
Redobre os cuidados com crianças, que costumam brincar diretamente na areia.
Após contato com terra ou areia, lave bem pés, mãos e outras áreas expostas do corpo.
A conscientização é fundamental para aproveitar o verão com segurança. Ao notar qualquer rastro linear na pele, acompanhado de coceira intensa ou inflamação, não ignore os sinais. Procure imediatamente um dermatologista ou uma unidade de saúde. O que começa como uma simples marca pode esconder uma ameaça que rasteja silenciosamente sob a pele.
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