Coronel Hélcio nega propina e usa direito ao silêncio na CPI


O tenente-coronel da reserva e presidente do Instituto Força Brasil, Hélcio Bruno de Almeida, afirmou hoje, em depoimento à CPI da Covid, nunca ter presenciado oferta ou cobrança de propina durante as conversas do Ministério da Saúde com a Davati —empresa americana que tentou vender, entre fevereiro e março deste ano, um suposto lote de 400 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca. Foi nesta negociação que, segundo o policial Luiz Paulo Dominghetti, que atuava como revendedor informal da Davati, houve uma sugestão de propina por parte do ex-diretor de logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, em jantar em 25 de fevereiro. Este nega ter cometido qualquer irregularidade.

Aos senadores, Hélcio Bruno também negou ter feito negócios com Roberto Dias e negou conhecer o tenente-coronel e ex-assessor do Ministério da Saúde Marcelo Blanco. Este último estava no jantar com o suposto pedido de propina e negou ter presenciado qualquer solicitação ilegal. "Jamais participei de qualquer reunião ou encontro no qual teria sido oferecida ou solicitada vantagem indevida por quem quer que seja. E também informo que jamais estive presente em qualquer jantar com o senhor Luiz Paulo Dominghetti, muito menos naquele que teria ocorrido em 25 de fevereiro. Até porque, nessa data, eu sequer o conhecia", disse Hélcio Bruno.



A declaração de Hélcio Bruno ocorreu logo na abertura do depoimento, ocasião em que o militar leu um discurso previamente redigido. Na sequência, ele informou aos parlamentares da comissão que faria uso da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que garante a ele o direito ao silêncio em caso de questionamentos que possam resultar em autoincriminação.

O depoente se calou em relação a indagações sobre a natureza das atribuições do Instituto Força Brasil e rejeitou dar respostas sobre detalhes na relação com os interlocutores. Mas acolheu questionamentos que, de acordo com o seu entendimento e com a avaliação de seus advogados, estavam fora do escopo da decisão do STF.



Por mais de uma vez, parlamentares do colegiado alertaram que Hélcio Bruno não poderia se negar a responder questionamentos mais fundamentais, como, por exemplo, se o Instituto Força Brasil teria atuado no sentido de intermediar negócios de vacinas.

As declarações do coronel na abertura da oitiva contrariam versões apresentadas por depoentes anteriores em relação à sua suposta proximidade com outros militares que ocupavam cargos de comando dentro do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello (demitido em março deste ano).

"Jamais almoçamos ou jantamos juntos. Não fomos contemporâneos na Aman [Academia Militar das Agulhas Negras] e não servimos juntos", destacou.

À CPI, o representante oficial da Davati, Cristiano Carvalho, afirmou que Hélcio teria sido o responsável por conseguir uma reunião do grupo com o secretário-executivo a pedido do reverendo Amilton Gomes de Paula, diretor da entidade religiosa Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários).

Fonte: Agência Brasil


 

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